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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Três Cabras - Cont. pop. LIVRE
Adaptação: Augusto Pessoa
 
Era uma vez três cabras que buscavam um lugar para pastar. Estavam nisso, quando viram de longe um morro com uma pastagem verde e farta. No caminho para o lugar tinha uma ponte de madeira. Um duende muito feio, com olhos grandes como pires e um nariz pontudo morava embaixo dessa ponte.
A primeira cabra que chegou na ponte foi a mais nova. Começou a atravessar para o outro lado batendo os cacos nas madeiras da ponte. E esse bater fazia um barulhinho assim:

“Trip, trap!”

Embaixo o duende não gostou:

- Quem é que está passando na minha ponte?

 
E a jovem cabra respondeu:

- Sou eu, a cabra mais nova do rebanho! Estou indo até o monte para pastar e ficar bem gordinha!

E o duende rugiu:

- Não vai porque eu vou comer você!
- Oh, não! Não me coma! - disse a cabra - Eu sou muito pequena e magrinha! Espere um pouco que minha irmã do meio está vindo aí! Ela é muito maior!

O duende ficou com água na boca imaginando a outra cabra.

- Está bem! Você é muito magrinha mesmo! Vou esperar sua irmã! Passa daqui!!
A jovem cabra passou correndo. Não demorou muito apareceu a cabra do meio. Ela começou a atravessar a ponte batendo os cascos na madeira. E o barulho que fazia era assim:

“Trip, trap! Trip, trap! Trip, trap!”

E o duende não gostou:

- Quem é que está passando na minha ponte?

E a cabra respondeu:

- Sou eu, a cabra do meio do meu rebanho! Estou indo até o monte para comer e engordar bastante!

E o duende rugiu:

- Não vai porque eu vou comer você!
- Oh, não! - disse a cabra do meio - Não faça isso! Eu sou muito magrinha! Não vou matar sua fome! Espere um pouco até que minha irmã mais velha passe por aqui! Ela é muito maior do que eu!

O duende ficou com água na boca imaginando a cabra mais velha.

- Está bem! Você é muito magrinha mesmo! Vai embora daqui!

A cabra do meio saiu correndo. Não demorou muito chegou a cabra mais velha e começou a atravessar a ponte. Ela era muito grande, pesada e seus cascos batiam na madeira fazendo assim:

"Trip, trap! Trip, trap! Trip, trap! Trip, trap! Trip, trap!”

O duende embaixo da ponte não gostou:

- Quem é que está passando na minha ponte com esse peso tão grande?

E a cabra mais velha respondeu com uma voz grossa:

- Sou eu, a cabra mais velha do meu rebanho! Estou indo até o monte para comer e engordar bastante!

E o duende rugiu:

- Não vai porque eu vou comer você!

E a cabra deu uma risada:
- Isso é que nós vamos ver! Não tenho medo de você!

O duende saiu de baixo da ponte e foi pra cima da cabra. Mas ela era grande e deu uma chifrada no malvado que o atirou longe. O duende quis fugir, mas a cabra foi rápida e deu mais duas chifradas no narigudo. Foi tamanha a força das pancadas que o danado saiu correndo como um foguete. Nunca mais ninguém ouviu falar desse duende. A cabra mais velha subiu no monte e encontrou suas irmãs. Ficaram as três vivendo ali comendo e engordando. E acabou a história.

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